quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Chatuchac Market ou como perder a cabeça em menos de 2 minutos

No dia seguinte, como era domingo, fomos directas ao Chatuchak Market, um mercado que só abre aos fins-de-semana. Bem, não deveria dizer UM mercado, mas sim O mercado. Ficámos loucas e histéricas, são MILHARES de barraquinhas a vender coisas. Acho que não chegámos a ver nem um terço do mercado e já íamos com as mãos cheias de sacos e claro, bolsos vazios (e logo no primeiro dia na Tailândia, percebemos que a coisa prometia e que os baths que levámos não chegavam nem para metade da viagem). A conversa do dia resumiu-se a frases de regateio "...e se compramos as 3, fica mais barato?", "Um são 250 baths? Mas e se levar 3, faz-me a 350?".  
Para ter uma noção da tragédia em que estávamos metidas e saber mais ou menos a pequena fortuna que estávamos a gastar perguntávamos "Quanto é que são 150 baths?" e a resposta em uníssono das outras duas era sempre "mais de 5€", ou menos, consoante o valor. Nunca calculávamos exactamente o valor de cada coisa, era à base da comparação com 5€ que não havia cá tempo a perder com cálculos exactos. Acho que cada uma disse umas 549 vezes "100 baths são 5€! 100 baths são 5€!", era tipo um mantra a ver se com tantos estímulos e distracções não se nos varria da mente. O mercado tem de tudo, nós focámo-nos nas roupas e acessórios, toda uma perdição. Ah, tem também umas paraditas com comida maravilhosa, é mesmo perfeito.












sábado, 14 de fevereiro de 2015

Aiiiii

Tenho uma mão cheia de posts liiiiindos para escrever. E porque que são assim tão lindos, perguntam vocês? Porque são os posts de duas semanas na Tailândia! Aiiiii, a Tailâaaaandia. Só de ver as fotos fico nostálgica, foram duas semanas tão espectaculares e diferentes. Foi a minha primeira vez no sudeste asiático e a-d-o-r-e-i. Quando viajo, nunca vou com as expectativas muito altas, prefiro surpreender-me que desiludir-me, mas desta vez não consegui. Tinha as expectativas e a ansiedade lá em cima, demasiado até, que cheguei a pensar “vais lá chegar, não vai ser nada do que estas praí a imaginar e vais ficar mais desiludida que uma tartaruga, minha menina”.

Foi levantar da cama às 4 da manhã e ir a correr para o aeroporto. Quando cheguei a Bangkok já a Noe e a Sandra levavam umas belas (8?) horinhas à minha espera. Elas vinham de Barcelona e foi a melhor combinação que conseguimos. Quem tem amigas assim tem tudo. Fomos directas ao hotel. O percurso estava estudado, era apanhar o comboio e depois um táxi, fácil. Saímos do comboio, fomos para onde estão os táxis e começou o stress... ninguém sabia onde era o raio do nosso hotel, nem sinalizando no mapa. Era um hotel grande de 3 estrelas, tá bem que não é o Sheraton, mas também não era a pensão ali da esquina. Os taxistas falavam, falavam, e eu só mirava à volta a ver a se não estavam a tramar alguma para nos roubarem. Parecia-me surreal aquela situação. E se os Srs taxistas não sabem, quem sabe? Ao fim de algumas tentativas lá conseguimos um taxista meio louco que dizia que sabia onde era. Feito! No caminho começou a pedir mais dinheiro pelo trajecto, nós a dizer que não e ele ria-se, mas a rir à gargalhada. Ora isto dentro de um taxi cor-de-rosa, à noite, no meio do caos de Bangkok. A mim deu-me para me rir e ria-me com o Sr taxista, mas ao meu lado só ouvia a Noe “Ai ai ai, que este homem está louco e nos vai levar a algum lado para nos roubar”. Assim começou a nossa aventura na Tailândia. 

E esta comida hein? #12

Vi estas latinhas de feijão no supermercado e cresceu-me água na boca. Já não como feijão há tanto tempo e este é parecido com o feijão preto do Brasil... nhami nhami. Quando ia a por o feijão em cima do arroz pensei em provar primeiro com uma colher, não vá o diabo tecê-las, e é feijão DOCE, cheio de açucar!!! Opaaaaaaaaaaaaaa, isto não se faz!!!! É verdade que aqui se comem muitas coisas feitas com pasta de feijão, que é doce, e até se vendem bandejas dessa pasta no supermercado (imaginem uma prateleira de supermercado cheia de bandejas com dois montinhos de uma pasta castanha escura... vou tentar tirar foto para visualizarem melhor), mas quando vi esta latinha pensei mesmo que ia comer feijãozinho do bom... fica para daqui a uns meses, não passa nada. 



segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Istambul

Istambul é a cidade de muitas coisas e onde acontecem muitas coisas ao mesmo tempo. É a cidade do chá. É a cidade dos gatos. É a cidade do sumo de romã. É a cidade onde as mesquitas são imponentes e "cantam" umas 4 vezes ao dia (a primeira delas às 6h da manhã e eu já não pregava olho por causa do jet lag, resumindo-se os meus dias das 6h da matina às 8 ou 9 da noite, com muito esforço). É a cidade dos kebabs (até de peixe! E delicioso!) e dos durum. É a cidade dos candeeiros feitos de vidros pequeninos e coloridos. É a cidade onde um café custa mais que uma refeição. É a cidade onde ao início as pessoas me davam um pouco de medo, mas depois percebemos que não passa nada. É a cidade dos doces gelatinosos. É a cidade das bandoletes de flores. É a cidade onde se vende uma espécie de pretzel, mas versão turca. É a cidade onde todos tentam desesperadamente vender algo ("Hei brother, I want to show you something" uiiii o que ouvimos esta frase!! E se não respondemos continuam, não aceitam um não muito facilmente). É a cidade onde os homens têm toda uma mesquita para rezar e as mulheres apenas uma parte, atrás de uma separação de madeira. É a cidade dos amuletos contra o mau olhado. É uma cidade confusa e caótica apesar de ter transportes públicos que funcionam bem. É, aos meus olhos, tudo isto e com certeza é muito mais, mas em 4 dias foi com a impressão que fiquei. Basicamente vimos o que de mais turístico a cidade oferece, fomos á Hagia Sophia, Blue Mosque, Ponte e Torre de Gálata, New Mosque, ao mercado das especiarias, ao grand bazaar, à praça Taksim e fizemos um passeio pelo Bósforo. É daquelas cidades que não me importava de voltar, talvez numa próxima escala em Istambul vá conhecer um bocadinho mais. 

Hagia Sophia





Os Srs. a venderem os "pretzels".



Era vê-los em todo o lado, até nas fronhas de almofadas de uma loja...


Blue Mosque




New Mosque, muito semelhante (igual?) à Blue Mosque por dentro.






Deram-me uma espécie de lençol para tapar a cabeça e outro para tapar as pernas. Como é claro, com a minha falta de jeito para a coisa, tanto o lençol de baixo como o de cima me caíam, para além de ter de andar com sacos com os sapatos, a mala e logo no dia em que fiz rabo de cavalo... foi um show, os lençóis no chão uma data de vezes e eu "desnuda" e toda desgrenhada.


 A Ponte de Gálata e a Torre lá ao fundo e algumas vistas do outro lado da ponte e do cimo da torre.

 





Passagem subterrânea... medo.


Candeeiros, sumos, docinhos e afins...

  








domingo, 1 de fevereiro de 2015

E esta comida hein? #11

Sopa de sésamo. Nunca tinha visto no supermercado, chamou-me a atenção e decidi provar. Ao pagar a Sra da loja disse-me "It's delicious! Sesami". Fiz boa escolha pensei. É mesmo boa, nota 8,5/10.