sábado, 21 de março de 2015

Fomos ao circo na Tailândia

No dia seguinte em Chiang Mai fizemos um tour dos mais típicos. Incluiu a visita a uma estufa de orquídeas, um passeio de jangada pelo rio, um passeio de elefante e uma visita à tribo Long neck (aquela tribo que tem muitos colares no pescoço, conhecidas como as mulheres girafa). Ah que giro, não é? Que dia espectacular que tínhamos pela frente, não é assim? Não, não é. No geral não gostei. Não gosto de tours assim, muito virados para os turistas porque dá sempre nisto, parece que estamos no circo. A estufa de orquídeas era bonita, e acho que foi o que mais gostei no dia inteiro, mas havia uma divisão à parte com borboletas que me fez torcer o narriz. Era bonito? Era. Eu adoro borboletas e eram lindas e de muitas cores e desenhos, mas ver as bichinhas ali "presas" não gostei. 







Depois, o passeio em jangada pelo rio ainda escapou, mas quando chegamos à parte dos elefantes o caldo entornou outra vez. Os animais passam o dia a andar com pessoas no lombo, fazem um circuito de uma meia hora e não param nunca. É deixar uns e começar a alombar com outros. Adorei andar em cima de um elefante, claro, mas meteram-me pena. Depois do almoço houve um show com os elefantes que lá está, foi de circo. Tem graça ver um elefante a pintar e a fazer acrobacias, mas os animais sofrem para aprender a fazer aquilo! Epá, não! Quando montámos o nosso guia perguntou se queria descer da cadeira e ir directamente para o lombo do elefante e, obviamente, não recusei a proposta. Foi espectacular!! O guia de vez em quando dava duas pancadinhas no ombro dele como que a dizer "Segura-te senão ainda vais parar lá abaixo". Espectacular foi também a meio do percurso ter que dar as havaianas à Sandra que não estava a conseguir segurá-las, isto em andamento tem que se lhe diga, ficar com as pernas todas vermelhas que a pele do menino elefante é áspera e tem pêlos que parecem de arame e ficar com o top acabadinho de estrear com uma mancha castanha na parte do rabo que até ao dia de hoje ainda não saiu. 









Quando pensava eu que a melhor parte estava para chegar, a visita à tribo, dei de caras com a decepção da viagem. Estava louca para conhecer a tribo, ver como vivem e conhecer um pouco da sua história. Claro que ao deixar turistas conhecerem de perto uma tribo já é criar ali um negócio e nunca será 100% realidade... mas isto? Bastou andar um bocadinho desde onde estavam os elefantes e lá estavam elas, mulheres e crianças numas casinhas de bambu. Era quase um círculo de casas, cada uma na sua a fazerem lenços para vender. Tão artificial! Tão fartinhas de estar ali que pareciam. Como deve ser estar ali tantas horas, todos os dias, sempre a fazer o mesmo e a ser a imagem de tantas e tantas fotos? Nem é ali que vivem, aquilo foi ali montado com os elefantes e fica junto ao rio e os totós dos turistas andam de actividade em actividade. Fiquei enjoada com tamanha fantuchada. Só escapou pela beleza daquelas mulheres e meninas. 









Acabo de me lembrar que ainda demos um passeio de algo. Acho que era burro, o meu cérebro está a fazer "delete" desta informação e já nem me lembro bem, nem vou escrever mais para não reavivar esta memória... Resumindo, foi um péssimo tour. Ademais, havia sempre coisas para comprar a meio do caminho e é claro que compramos se queremos, mas como resistir a comprar bananas para dar de comer aos elefantes ou a comprar algo às meninas da tribo que pedem por favor para comprarmos? Acho que podia ter sido mil vezes melhor. E o que me começa a pôr verde de nervos nisto dos tours, mas que não há outra hipótese, é ter tempo definido para ver as coisas. Cada pessoa tem o seu ritmo e isto de ter de andar em carneirada é uma coisa que cada vez menos me assiste. Cláudia Sofia lê este texto quendo pensares em enfiar-te noutro tour sff. 

quinta-feira, 19 de março de 2015

Chiang Mai

De volta aos posts da Tailândia. Depois das comprinhas fomos ao hotel enfiar tudo nas malas (não foi uma tarefa fácil), pegar nas mochilas e apanhar um táxi até à estação dos comboios porque íamos viajar durante a noite para o norte da Tailândia, para Chiang Mai. Apanhar táxis em Bangkok é complicadooooo, a maioria vê que somos estrangeiras e não quer ligar o taxímetro, pedem logo uma pipa de massa a ver se pega, mas nada que não se resolva com uma boa dose de paciência. O comboio no qual viajamos é muito fixe, de noite os assentos transformam-se em camas, há umas cortinas que nos separam do resto do vagão e vai-se mesmo bem, ali no nosso espacinho, a pensar na vida e no que vamos encontrar no destino. 




Chegada a Chiang Mai.




Fomos ao Wat Phra That Doi Suthep, um templo que está num parque natural e no cimo de uma montanha. Adorei! Bem diferente dos templos que visitei aqui no Japão. Tão dourado e tão exuberante. Comprámos uma flor e uma vela amarela, que deixámos acesa depois de rezar/meditar/pedir desejos (como preferirem), demos também 3 voltas a uma torre dourada na parte central do templo enquanto dizíamos umas frases em tailandês, com mais pessoas a fazer o mesmo, todas num só sentido e a dizer o mesmo mantra e um monge deu-nos a sua benção.








Como não poderia deixar de ser...






Se repararem vê-se as pessoas a andar à volta daquela torre dourada.


















Dentro desta parte do templo estava o monge que falei em cima, sentavamo-nos a sua frente e ele dizia uns mantras e lá pelo meio "lucky, lucky, lucky" enquanto nos mandava com água. :)











Antes de voltar ao centro de Chiang Mai parámos a meio do caminho para ver umas cascatas.