No dia seguinte em Chiang Mai fizemos um tour dos mais típicos. Incluiu a visita a uma estufa de orquídeas, um passeio de jangada pelo rio, um passeio de elefante e uma visita à tribo Long neck (aquela tribo que tem muitos colares no pescoço, conhecidas como as mulheres girafa). Ah que giro, não é? Que dia espectacular que tínhamos pela frente, não é assim? Não, não é. No geral não gostei. Não gosto de tours assim, muito virados para os turistas porque dá sempre nisto, parece que estamos no circo. A estufa de orquídeas era bonita, e acho que foi o que mais gostei no dia inteiro, mas havia uma divisão à parte com borboletas que me fez torcer o narriz. Era bonito? Era. Eu adoro borboletas e eram lindas e de muitas cores e desenhos, mas ver as bichinhas ali "presas" não gostei.
Depois, o passeio em jangada pelo rio ainda escapou, mas quando chegamos à parte dos elefantes o caldo entornou outra vez. Os animais passam o dia a andar com pessoas no lombo, fazem um circuito de uma meia hora e não param nunca. É deixar uns e começar a alombar com outros. Adorei andar em cima de um elefante, claro, mas meteram-me pena. Depois do almoço houve um show com os elefantes que lá está, foi de circo. Tem graça ver um elefante a pintar e a fazer acrobacias, mas os animais sofrem para aprender a fazer aquilo! Epá, não! Quando montámos o nosso guia perguntou se queria descer da cadeira e ir directamente para o lombo do elefante e, obviamente, não recusei a proposta. Foi espectacular!! O guia de vez em quando dava duas pancadinhas no ombro dele como que a dizer "Segura-te senão ainda vais parar lá abaixo". Espectacular foi também a meio do percurso ter que dar as havaianas à Sandra que não estava a conseguir segurá-las, isto em andamento tem que se lhe diga, ficar com as pernas todas vermelhas que a pele do menino elefante é áspera e tem pêlos que parecem de arame e ficar com o top acabadinho de estrear com uma mancha castanha na parte do rabo que até ao dia de hoje ainda não saiu.
Quando pensava eu que a melhor parte estava para chegar, a visita à tribo, dei de caras com a decepção da viagem. Estava louca para conhecer a tribo, ver como vivem e conhecer um pouco da sua história. Claro que ao deixar turistas conhecerem de perto uma tribo já é criar ali um negócio e nunca será 100% realidade... mas isto? Bastou andar um bocadinho desde onde estavam os elefantes e lá estavam elas, mulheres e crianças numas casinhas de bambu. Era quase um círculo de casas, cada uma na sua a fazerem lenços para vender. Tão artificial! Tão fartinhas de estar ali que pareciam. Como deve ser estar ali tantas horas, todos os dias, sempre a fazer o mesmo e a ser a imagem de tantas e tantas fotos? Nem é ali que vivem, aquilo foi ali montado com os elefantes e fica junto ao rio e os totós dos turistas andam de actividade em actividade. Fiquei enjoada com tamanha fantuchada. Só escapou pela beleza daquelas mulheres e meninas.
Acabo de me lembrar que ainda demos um passeio de algo. Acho que era burro, o meu cérebro está a fazer "delete" desta informação e já nem me lembro bem, nem vou escrever mais para não reavivar esta memória... Resumindo, foi um péssimo tour. Ademais, havia sempre coisas para comprar a meio do caminho e é claro que compramos se queremos, mas como resistir a comprar bananas para dar de comer aos elefantes ou a comprar algo às meninas da tribo que pedem por favor para comprarmos? Acho que podia ter sido mil vezes melhor. E o que me começa a pôr verde de nervos nisto dos tours, mas que não há outra hipótese, é ter tempo definido para ver as coisas. Cada pessoa tem o seu ritmo e isto de ter de andar em carneirada é uma coisa que cada vez menos me assiste. Cláudia Sofia lê este texto quendo pensares em enfiar-te noutro tour sff.















