segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Verão?

Qualquer semelhança entre os meus verões passados e este é pura coincidência. Só as temperaturas elevadas mesmo. De resto, nada de nada. 
Acabo de ir ao supermercado de havaianas. Trinta minutos a andar e vejo que tenho a pele vermelha na parte das tirinhas das havaianas. Mas, não estamos no final de Agosto? Não era suposto já ter os pés mais que habituados às havaianas e poder andar 3 dias sem as descalçar e não ficar vermelha? Pois era. E não era suposto ter ido à praia? Ter dado uns belos mergulhos? Ou à piscina, vá. Também era, mas ainda não tive um dia de praia este ano. Para ajudar aqui chove no verão... Não se pode ter tudo, não é verdade? Uffff...

Arroz, arroz e mais arroz

Aqui o arroz é sem duvida o alimento que predomina. Todos os dias como arroz. Isto eu, porque diria mesmo que os japoneses o comem em praticamente todas as refeições. Escapam aquelas em que comem noodles ou ramen. Todos têm uma panela própria para fazer arroz, a rice cooker e no laboratório não descansaram enquanto não me arranjaram uma. Até me propuseram alugar uma (hummm, se calhar 70 euros por mês para ter uma panela para fazer arroz é algo que não me assiste). Senão, como ia eu fazer o arroz??? Complicadoooooo. Talvez num tachinho normal, não? Não, pelos vistos tem mesmo de ser na rice cooker.  Ah, e aqui o arroz é feito só com água, sem sal, sem azeite, sem alho ou cebola. A primeira vez que se prova é estranho, há mesmo quem não se habitue, mas eu já como o arroz assim sem problema. :) (no Japão, sê japonesa, não é verdade?).

Bem, toda esta conversa do arroz para vos contar uma coisa que nos aconteceu. Fomos a um restaurante aqui do bairro que nunca tínhamos ido. Na entrada há uma máquina com botões onde estão as várias fotos dos pratos que se podem pedir (em alguns restaurantes não há fotos,  o nome dos pratos escrito em japonês. Nesses restaurantes é carregar num botão qualquer e esperar para ver o que nos calha em sorte). Mas dizia eu, aqui havia as fotos e era uma tarefa fácil, ou parecia. Carregámos numa tacinha que trazia carne com cebola e noutra tacinha de arroz. Eu escolhi o tamanho mais pequeno e o Nuno o maior que aqui sempre pelo menos 2 tamanhos de pratos. Pagámos e saiu o papelinho com os pratos escritos, todo em japonês, claro. Demos ao senhor do restaurante e a saga começou. Desatou a falar em japonês e a apontar para os papéis como se algo não estivesse bem. Diziamos "English?" e dizia que não e continuava num monólogo em japonês. Nós abanávamos a cabeça que não percebíamos. Nada o detinha e estava todo o restaurante a olhar para nós (relembro que não vivo no centro de Tóquio e neste bairro ainda não vi estrangeiros sem ser num centro comercial que há aqui ao pé. Mas mesmo no bairro acho que só mesmo nós. Só o facto de sermos diferentes já chama a atenção). Mas que raio? Carne e arroz como estava nos botões, que raio se passava? Não nos entendíamos de maneira nenhuma. O Nuno foi com ele até à maquina para lhe mostrar a foto do que queríamos, carne e arroz, simples. Lá percebemos que não podíamos ter pedido aquele arroz com aquela carne, que a máquina tem botões de varias cores e tem de se fazer o pedido com botões todos da mesma cor. Ora, mas e se eu quiser a carne do botão amarelo e o arroz do botão azul? Não dá. Ok, não passa nada, pensámos. Traga-nos a carne. Tentámos assim que é  uma cor e já não havia problema. Parecia que estava resolvido. Trouxe-nos dinheiro de volta. Ok, já não íamos pagar o arroz, fazia sentido. Mas, ao fazermos contas vimos que algo não batia certo, tinha-nos devolvido demasiado dinheiro. Lá o chamámos e tentámos explicar de novo que só queríamos a carne e que ele nos estava a devolver dinheiro a mais. Isto tudo apontando para a foto da carne. O restaurante era super pequeno e eu já só me queria enfiar debaixo da mesa de tanta vergonha. Só queríamos comer algo e ir para casa. Tínhamos escolhido o prato que anunciavam fora num cartaz, porque que estavam a complicar tanto? É assim tão complicado trazer uma taça de carne e arroz? Irra. Ao fim de mais uns minutos de não conversação (ou conversação english-japónica) levou algum dinheiro. Era desta, agora era esperar. Estávamos famintos. Passados 5 minutos veio o nosso prato. Uma malga enorme com mais de meio kilo de arroz para o Nuno e uma mais pequena, mas igualmente grande com arroz para mim. Uma sopa de miso para cada um e nada mais. Pensámos, brincadeirinha, não? De certeza que agora vem a carne. Pois não, não veio. Veio o arroz, mais de 1 kilo entre os dois (e juro que não estou a exagerar, era taaanto arroz). E pronto, comemos arroz com arroz e mais arroz. Uma sopinha de miso para ajudar a baixar tanto arroz e esta. Olhem, comi aquilo contrariada que nem um nabo porque estava cheia de fome, mas ri tanto. Claro que voltámos a ser o centro das atenções do restaurante na meia hora em que só enfiávamos arroz à boca. Depois percebemos, a carne vem com arroz por baixo, que na foto não se , por isso ele devia estar a dizer-nos isso, que a carne vem com arroz e que nos estávamos a pedir mais arroz à parte. Só não percebo porquê que se pedimos carne com arroz mais arroz, eles não vêem lógico eliminar um arroz e eliminam a carne com arroz, mas pronto. Foi um jantar diferente e embuxado. Prometemos nunca la mais voltar.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

E esta comida hein? #9

Ramen. Delicioso. Nota 8,5/10.



Sushi e Karaoke

Esta semana fomos jantar sushi. A Sandra e o Álvaro ainda não tinham ido comer sushi a um restaurante desde que chegaram e decidimos então ir para que eles provassem o sushi japonês. Ora, eu e o Nuno já tínhamos comido aqui sushi em restaurantes (sim, que eu e o sushi temos uma relação próxima), mas nunca tínhamos ido a um restaurante como este. Na mesa temos um tablet com as fotos das opções de sushi disponíveis onde fazemos o pedido. Os pratinhos de sushi chegam directamente à nossa mesa através de um sistema de passadeiras rolantes. As mesas estão separadas porque há sofás altos que impedem de ver quem está nas mesas do lado, mas vimos os pedidos deles a passar a uma grande velocidade. Quando o sushi está no caminho da cozinha para a nossa mesa acende-se um botão e faz um plim. Lá vem ele!! Tiramos os pratinhos com o sushi e carregamos em outro botão para devolver a bandeja. No tablet podemos ver em quanto já vai a conta para ir controlando a coisa e podemos jogar ao pedra, papel, tesoura no caso de estarmos a jantar sozinhos e estarmos aborrecidos.






Depois deste belo jantar fomos ao Karaoke. Uma sala só para nós, como é normal aqui no Japão, luzes a meia haste, musicas das boas a tocar e muita diversão  Rimo-nos muito, cantámos ainda mais, foi Spice Girls, Backstreet Boys, Bon Jovi, ABBA... Ao inicio andámos um pouco às aranhas com o sistema para escolher as músicas e cantámos umas 3 vezes Bon Jovi e a musica começou a tocar umas 7 porque parecia que o raio do karaoke nos gostava de ver a cantar que nem uns desalmados o "It's my life" e a punha em modo repeat. Só quando percebemos como se anulavam as músicas é que deixámos de cantar Bon Jovi. Irra!! Cantámos tão alto que duvido muito que não se tenha ouvido fora da sala, além disso estávamos no andar de baixo, mesmo ao lado da recepção. No passa nada, ninguém nos conhecia... enfim, foi melhor do que pensava e sem sombra de duvida que prefiro este estilo de karaoke mais íntimo e só entre amigos que num bar cheio de gente. Além disso também se podem pedir bebidas, pizzas e hamburgers. Quando faltava 10 minutos para acabar o tempo telefonaram para um telefone que há na sala a avisar. Adoro esta eficiência japonesa. Its my liveeeeeee its now or never!!!



quarta-feira, 13 de agosto de 2014

E esta comida hein? #8

Bolinhas de algo (deve ser arroz, para não variar), com sabor a morango. Crocantes. Nota 6,5/10.


O aquário

Um dia destes, enquanto passeavamos por Ginza, o bairro mais fino de Tóquio, deparámo-nos com um aquário gigante. Aproximámo-nos para ver e fiquei admirada com o que vi. Um aquário gigante, com montes de peixes diferentes (com Doris como no Nemo!!), cheios de cor, um deles enorrrme. E tudo ali, no meio da rua. Adorei.







Este menino é bem capaz de chegar a 1 metro de comprimento.






terça-feira, 12 de agosto de 2014

E esta comida hein? #10

bolas

Ryogoku





Odaiba






E esta comida hein? #7

Por baixo tem arroz. A parte de cima pode ser diferente, com vários legumes, carne e um ovo cru. Como o prato tá quente, quando misturamos tudo o ovo fica feito. É bom, mas picante demais para mim (aquele molho vermelho...). Nota 6,5/10.






Vício!

Temos companhia desde quinta-feira. A Sandra e o Álvaro vieram cá passar duas semanas e nós todos contentes que companhia é o que queremos. Dormimos todos em 20m2, por isso já podem ver o forrobodó que vai nesta casa. Temos passeado muito, comido mais ainda e estamos viciados no jogo. Aqui as salas de jogos são uma perdição e não resistimos a tentar a sorte naquelas máquinas de tirar peluches, e que aqui também há com comida, a jogar aos tambores com canções em japonês e a tirar fotos malucas que depois se modificam e são de chorar a rir. Mas o nosso maior vício é mesmo o Mario Karts.



Hakone

Antes de subir o Monte Fuji passeamos por Hakone, ou Hakonééé, como se lê. Fica relativamente perto do Monte Fuji e quando não é verão dá para vê-lo desde aqui. No verão há nevoeiro e não deu para ver. :( 
A caminho... 


Depois da viagem dormimos num Ryokan, um hotel/pensão de estilo japonês. Como era de esperar, tivemos que nos descalçar logo à entrada e calçar uns chinelos vermelhinhos bem guapos. No quarto tinhamos um yukata (kimono mais fininho) para cada um. É suposto todos os hospedes andarem com o yukata vestido. As camas também são diferentes, os estrados e os colchões são substituidos pelos tatamis e pelos futon, respectivamente. Dorme-se muito bem (eu até na minha própria casa durmo num futon). E claro, como não podia deixar de ser uns bolinhos japoneses e chá verde para  os receber.




Todo o chão do quarto é de tatami.


E os futons.


E ainda a parte do banho. Tomamos banho sentados naqueles banquinhos e depois relaxamos no onsen, banho de águas termais. É tão, mas tão quente a água que a pele fica toda vermelha. Custa a entrar, mas depois sabe mesmo bem. :)



No dia seguinte passeamos por Hakone e fizemos uma viagem de teleférico até Owakudani que é uma zona vulcânica, com fumarolas e um cheiro a enxofre daqui até à lua. Comemos os ovos típicos, cozidos nestas águas a fervilhar e cheias de enxofre e que se diz que dão anos de vida. Pelo sim e pelo não comi já 2 que não sei quando é que cá volto. Há também gelados negros e claro que também provámos. Depois continuamos a viagem de teleférico e demos uma volta numa caravela no lago Ashino.









O senhor a por os ovinhos a cozer.