Na segunda-feira bem cedinho partimos para Tunal, música Peruana a tocar na rádio, paisagens verdes à nossa volta, cabras, burros e vacas pelas bermas (e que de vez em quando se punham no nosso caminho) e claro, como cenário de fundo as montanhas. Pelo caminho tivemos uma surpresa, um rio. Já nos víamos passar o rio a nado quando o nosso Sr. motorista se faz ao rio... devo confessar que panicámos um pouco porque a água dava atá meio porta e eu passei o tempo todo com a mão no botão para tirar o cinto caso fosse necessário dar o baza e começar a nadar. Quando chegámos à outra margem, cruzámos-nos com outro carro e disseram-nos que tínhamos de dar meia volta porque o caminho por ali estava impossível. Toca de passar o rio outra vez... no pasa nada.
Quando chegámos ao Centro de Saúde de Tunal já havia uma fila enorme de pessoas à nossa espera para tirar sangue. :)
Como os habitantes de uma aldeia, Guayaquiles, que está um pouco mais longe, não conseguiram chegar a Tunal porque causa do rio (de outro, não o de antes que passámos com o carro) fomos nós ao seu encontro. O problema é que aqui o rio estava mais forte e mais alto. Saímos do carro e como era uma carrinha de caixa aberta foi lá que fomos, assim era só saltar e nadar caso o carro não conseguisse passar. Eu bem que queria tirar fotos, mas tinha de me segurar e não deu. Fica para a próxima...
Tínhamos de ser rápidos a recolher as amostras para que o caudal não subisse demasiado e pudéssemos passar. É o que se chama trabalhar sobre pressão!
Lá tirámos sangue a toda a gente que estava à nossa espera, foto de grupo e ala que se faz tarde.
No caminho de volta, e antes de voltar a passar o rio, parou-nos uma família que também queria participar no estudo. Não conseguimos dizer que não e toca de tirar sangue no meio do nada.
À noite, quando fomos jantar o nosso motorista conseguiu enfiar o carro num buraco enorme. As duas rodas da frente ficaram literalmente dentro do buraco. Depois de mais de meia hora com muita gente a empurrar, fumo a sair e um cheiro forte a queimado lá conseguiram.
Por fim fomos descansar num quarto com tecto de plástico, um cano aberto debaixo da cama da Noe do qual podia sair qualquer coisa e camas com o estrado feito de bambu. Acordámos todas partidas.

Que bueno que la gente tuviera tanto interés y que ya hubiese gente esperando en el centro de salud :)
ResponderEliminarIshh el rio... :|
Besitosss
Depois de ler todas as aventuras que escreveste e de ver as fotografias que publicaste, só me vêm quatro palavras à cabeça: És a minha heroína! ( e a rapariga que te acompanha também!)
ResponderEliminarCada publicação que pões acredito, ainda mais, que tens mesmo de ADORAR aquilo que fazes.
Eu já acho que ando pelos sítios mais recônditos, no meio de nenhures... Mas tu superas-me a léguas!
Orgulho, é o que tenho por ti!
Baci* <3
Realmente és muito corajosa e não me refiro ao facto de atravessares o rio com a água até meio da porta, mas sim por dormires num quarto com této de plástico e PIOR... um tubo (vá-se lá saber de quê e de onde vem) que conforme tu mesma dizes, QUALQUER coisa podia sair de lá..... Eu enfiava para lá os ténis, cobertores e até as almofadas se fosse preciso, mas dormir com a SUSPEITA de um qualquer bicho, me podia visitar....NÃO!!!!!! Tudo menos isso!
ResponderEliminarEsse povo é fantástico e apesar da pobreza que é bem visível, sabem sorrir, são tão colaborantes com voçês, dão deles o que podem de tão boa vontade que é realmente impressionante e toca no coração de qualquer um. Percebem certamente que os estão a ajudar.
E é nesta tua "entrega", as estas causas a esta gente, ao modo como tu sentes e vives estas experiências, que fazem de mim a mãe mais orgulhosa do Mundo. Tudo isto vai muito mais além da tua experiência profissional, mostra o que és / vales enquanto ser humano, a tua força de vontade e coragem não têm limites.
AMO-TE MUITO por tudo o que és.
Mil beijinhos
Mami
Lindo!
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